Imagem: Pixabay

A história de hoje fala sobre uma galinha bem disposta, simpática, que sabe aproveitar cada momento da vida. Sabe aquele ditado “Se a vida te der um limão, faça dele uma limonada”? Pois bem, ele representa a Dona Cacaracá! E essa é apenas a primeira história que compartilharei com essa galinha no enredo.

A Páscoa chegará no final de março e, até lá, quero compartilhar histórias com galinhas, galos e pintinhos. Escolhi esse símbolo pascal para trabalhar nesse ano de 2021. Em anos anteriores, compartilhei histórias com coelhos, ovos, lagartas e borboletas, outros símbolos tradicionais da Páscoa. Chegou a hora das galinhas.

Mas tem um detalhe: essa história pode ser contada o ano inteiro, em qualquer época. Ela é daquelas narrativas que educam, que passam uma mensagem importante para a formação de um ser humano.

Vamos conhecer a história?

Dona Cacaracá e a chuva

– Que tempo este, no mês de março! – suspirou a Dona Ovelha, vendo a chuva cair. – Eu deveria aparar a grama do meu jardim, mas como, com tanta chuva?

– Nunca vi coisa assim! – mugiu a Dona vaca. – Agora era a hora de plantar legumes na horta e tudo o que posso fazer é ficar dentro de casa.

– No ano passado, por esta época, fizemos um piquenique – lamuriavam os porquinhos. – lembram-se do sol que fazia e das coisas boas que comemos na mata?

Já o Senhor Bode e a Senhora Cabra, esses lamentavam-se sentados por detrás da vidraça.

– Chuva, chuva, chuva a toda hora!

Mas a Dona Cacaracá, pôs o avental e começou a fazer uma boa limpeza em sua casa. E quando tudo ficou limpo, pôs-se a fazer bolos, tortas e a cantarolar. E quando estava tirando do forno os bolos, tortas e pasteizinhos de maçã, a chuva parou e o sol apareceu. “Chuva e sol, casamento de espanhol”, ela pensou.

– Ah, o sol veio mesmo a tempo! Vou lavar os vidros da janela – exclamou a Dona Cacaracá.

E assim fez. Em seguida, aparou a grama e plantou legumes na horta.

Depois, como o dia estava lindo, encheu um cesto com coisas gostosas e foi fazer um piquenique lá na mata. No caminho, passou pela casa de seus vizinhos: a Dona ovelha, a Dona Vaca, os porquinhos e o Senhor Bode e a Senhora Cabra. Perguntou-lhes se queiram ir com ela. Mas ninguém podia. Ninguém!

– Com este sol é que se vê bem como a casa precisa ser limpa – suspirou a Dona Ovelha.

– É verdade – disseram os outros. Há a grama para aparar, os legumes para plantar. Nós não podemos passear, com tanto a fazer.

E ficaram ali, falando e falando… Mas a Dona Cacaracá nem os ouviu. Disse-lhes adeus e, despreocupadamente, lá se foi com seu cestinho cheio de delícias em direção à mata, àquela hora aquecida pelo sol. 

Fiz um vídeo com essa narrativa e um exercício para contadores de histórias.

Nesse “experimento” que proponho, o contador de histórias vai imaginar a narrativa, formando suas imagens internas sobre o enredo.

Essa capacidade de formar imagens interiores vive em todos nós e precisamos aperfeiçoá-la. Ela nos ajuda muito quando queremos apreender uma história, memorizá-la e contá-la. No vídeo abaixo, eu explico tudo:

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