Imagem: Pixabay

 

Quando Ana Flávia “cantou” um pedido de histórias que falassem ao coração, primeiramente fiquei com a sensação de que tinha de ser da infância.

Depois revi o pedido e vi que não. Qualquer história que tocasse o coração. Acho que tenho muitas.

Mas a última que tive contato e me tocou profundamente foi a da artista Marina Abramovic. Conheço pouco de sua obra, mas sabia que uma de suas performances era assim: ela permanecia em silêncio, sentada em uma cadeira de frente para uma segunda cadeira vazia, onde o(a) visitante do museu deveria sentar-se também em silêncio e olhar para ela o máximo que conseguissem.

Fiquei imaginando como deve ter sido. Uma comunicação não verbal de duas pessoas desconhecidas, por tempo indeterminado, a conexão de coração para coração e os olhos como janela para o outro.

Certa vez, entre os visitantes, havia alguém que já havia feito parte da história de vida dela e, se a performance por si já havia de alguma maneira tocado o meu coração, quando assisti a cena desse encontro, senti uma boniteza sem tamanho:

 

 

 

Dedico essa história para quem acredita no poder transformador de olhar mais nos olhos e “lapidar” nossa comunicação não verbal.
Ana Cláudia, sou professora, mãe da Beatriz e da Gabriela, gosto de ler, ouvir e contar histórias.

4 thoughts on “Histórias de coração para coração 7 – O tempo e os afetos

  1. Uau, q incrivel!
    Os “olhos do coracao” .
    Gratidao por compartilhar essa lindeza!

    1. Oi, Patrícia! Muito lindo, né? Que bom que gostou. Tem mais histórias chegando pra deixar o coração quentinho. Beijo

    1. Eu fiquei com a garganta presa, quase sem respirar quando assisti… Muito tocante! Abraços

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