Para você que gosta de contar histórias, hoje vou te contar um segredo:

Sabe qual é o grande amigo de todo educador, seja em casa ou na escola?

Não?

É o “coquinho”, ou melhor, a casca do côco marrom! Simples assim!

Eu expliquei direitinho como usá-lo no vídeo que vem logo abaixo da história, a qual trago como sugestão para você exercitar esse maravilhoso RECURSO DE SONORIZAÇÃO!

Ah, essa é uma história eu traduzi do francês e a adaptei para inserir momentos de ‘cavalgada’, ou seja, momentos para a gente usar o “coquinho”!

Divirta-se!

 

O cavaleiro que tinha medo do escuro

 

Há muito tempo, em uma época conhecida como Idade das Trevas, havia um valoroso cavaleiro que respondia pelo nome de Sir Fred.

Sir Fred montava em seu fiel cavalo (sonorização) e, com sua ajuda, expulsava os monstros do fosso do castelo. Ele perseguia os comerciantes desonestos. Um dia, ele mesmo salvou a graciosa Lady Gwendolyn do horrível dragão de 10 cabeças!

Mas, ele tinha um ponto fraco… Esse cavaleiro tão corajoso tinha medo do escuro. Um medo terrível, que fazia o seu coração bater forte e seus joelhos tremerem.

Ele tinha medo do escuro da noite, do escuro que faz no alto de uma escadaria de pedra, do escuro debaixo de sua grande cama feita de cobre, do escuro que fazia quando cobria sua cabeça e seus braços quando vestia sua armadura pesada.

Quando ia se deitar, Sir Fred iluminava o seu quarto com velas e vidros cheios de vagalumes. Sua enguia elétrica já domesticada, não o abandonava durante a noite, protegendo-o (e acendendo uma lâmpada que ficava em sua boca).  E, se ele precisasse ir ao banheiro no meio da noite, levava-a consigo.

Sir Fred tinha muito medo de que descobrissem o seu medo… Mas alguém já tinha uma suspeita: um homem grande e bruto, que no castelo era conhecido como Ricardo-Dedo-Duro.

Ricardo-Dedo-Duro detestava o Sir Fred! Ele não suportava nem pensar que Lady Gwendolyn preferia Sir Fred. É por isso que Ricardo-Dedo-Duro espionava Sir Fred pelos corredores do castelo, esperando descobrir o seu ponto fraco.

Ricardo-Dedo-Duro observou que Sir Fred realizava todas as suas façanhas em plena luz do dia, enquanto os outros cavaleiros preferiam frequentemente a proteção do escuro da noite.

Ele também notou que Sir Fred era o único cavaleiro que não se escondia embaixo da Távola Redonda quando uma tempestade lançava seus relâmpagos fulgurantes. Pelo contrário, quanto mais relâmpagos, mais contente ele ficava.

Ele percebeu também que Sir Fred só marcava seus encontros com Lady Gwendolyn nas noites de lua cheia. Com isso, eles se encontravam muito pouco… e a graciosa Lady se perguntava se ela realmente era a amada de Sir Fred.

Um dia, o bruto Ricardo-Dedo-Duro foi grosseiramente indiscreto. Enquanto Lady Gwendolyn lia uma carta, sentada no jardim, ele se inclinou dissimuladamente por cima de seus ombros e sussurrou: “se o seu amado quisesse tanto te ver, ele não inventaria todas essas desculpas bobas”.

“Você tem toda a razão!”, disse Lady Gwendolyn mexendo os cachos loiros e batendo o pé.

Então, ela bordou um tecido, que ela pendurou em sua janela e que dizia assim:

“Encontro na fonte, à meia-noite, ou está tudo acabado entre nós”. Sua amada(?) Gwendolyn.

Quando Sir Fred viu a mensagem na janela, ele se sentiu em frangalhos. Naquela noite, o céu estava mais escuro do que tinta e a lua mais fina do que bigode de gato. Sir Fred abraçou o seu travesseiro, balbuciando: “O que fazer? Eu irei ou não ao encontro”?

“Se eu não for, eu perderei a minha bem-amada porque ela pensará que eu não a amo. Se eu for, eu perderei a minha bem-amada porque ela pensará que eu tenho medo do escuro…o que é verdade”.

Finalmente, Sir Fred decidiu que iria ao encontro.

Grande era o seu medo, mas maior ainda era o seu amor. Ele encarou a noite armado de um punhado de vagalumes, um escudo brilhante e sua fiel enguia elétrica enrolada em seu braço. Montou em seu cavalo e foi até fonte (sonorização).

Lady Gwendolyn esperava perto da fonte, os olhos fechados. Com as 12 badaladas da meia-noite, ela abriu os olhos e soltou um longo grito iiiiiiii…

Em seguida, ela se jogou em direção a Sir Fred, arrancou os vagalumes de sua mão, jogou o escudo brilhante ao chão, agarrou a sua enguia elétrica e torceu seu rabo. Sir Fred, viu-se diante do escuro absoluto.

“iiii… Deixem o meu bem-amado tranquilo! Soltem-no, monstros imundos”!, gritou Lady Gwendolyn, tirando o último vagalume da manga de Sir Fred.

“Você sabe”, confessou ela em seguida, “eu tenho pavor de insetos e criaturas pegajosas e rastejantes…”

Sir Fred, então, realizou a maior façanha de toda a sua vida. Ajoelhou-se, segurou as mãos de Lady Gwendolyn e confessou a ela: “Eu… eu tenho medo do escuro. Um medo que faz o meu coração bater forte e meus joelhos tremerem”!

“Então, você é ainda mais corajoso do que eu imaginava”, disse Lady Gwendolyn, jogando-se nos braços do amado, “pois mesmo assim você veio ao encontro”!

“E você”, disse Sir Fred, “você é tão corajosa quanto graciosa, pois você quis me proteger”. Ele a abraçou com ternura e ficaram vendo a lua e as estrelas.

Ricardo-Dedo-Duro, que os estava espionando, assistiu aquela emocionante cena de amor. “Que nojento”!, grunhiu ele, batendo os pés no chão, de raiva. Depois, ele se retirou sem ser visto.

Olhando para a enguia elétrica, Lady Gwendolyn disse “no fundo, ela não é assim tão assustadora enquanto eu imaginava”.

Sir Fred apertou sua amada em seus braços e falou: “O escuro também não é assim tão aterrorizante…quando estamos juntos”.

 

Aqui está o vídeo falando sobre o “coquinho” usado tanto como sonorização como quanto brinquedo!

 

 

Espero que aproveite essa dica!

Um forte abraço,

Ana Flávia Basso

6 thoughts on “O grande amigo de todo educador

  1. Bom dia, senhor Polegar!
    Bom dia, Ana Flávia Basso!
    Também, gosto muito de sair contado histórias por ai!
    Amei suas dicas e sugestões, a adaptação da história com a ideia de usar sonorização com a casca do Coco e ótima!
    Você é maravilhosa, da vontade de te colocar dentro de um embrulho bem bonito e sair contando mais histórias por ai. Obrigada querida!! !

    1. Bom dia, Ivani!
      Maravilha saber que você gosta de contar histórias por aí!
      Fico feliz que tenha gostado a dica do coquinho – espero que consiga usá-lo em algum momento.
      Quem sabe um dia a gente não conta juntas histórias por aí?
      Abraços.

  2. Oi, Ana Flávia Basso!!!! Eu gosto muito de contar histórias. Mas, não tenho tanta experiência. Obrigada pelas dicas!!!

    1. Olá, Nilse! O essencial você já tem: você gosta de contar histórias! A partir daí, selecione histórias das quais você gosta e comece a exercitar. E, a cada vez que contar, observe (e anote) os pontos positivos que você identifica em você (as qualidades que você já tem) e os pontos que precisam ser melhorados.
      A partir do que você identificar que precisa ser melhorado, busque informações para aperfeiçoar essas dificuldades, trabalhe duro e conquiste novas habilidades.
      São desafios que se tornam prazerosos porque os exercitamos contando histórias! O que precisar, pode perguntar! Abraços

    1. Olá, Goretti!
      Que bom que você gostou das dicas! Espero que consiga usá-las e experimentá-las em alguma oportunidade. Abraços, Ana Flávia

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